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domingo, 13 de junho de 2010

BONS PROFESSORES SÃO MESTRES TEMPORÁRIOS, PROFESSORES FASCINANTES SÃO INESQUECÍVEIS


“...Os professores do mundo todo estão adoecendo coletivamente. Os professores são cozinheiros do conhecimento, mas preparam o alimento para uma platéia sem apetite. Qualquer mãe fica um pouco paranóica quando seus filhos não se alimentam. Como exigir saúde dos professores se seus alunos não se alimentam? Como exigir saúde dos professores se seus alunos têm anorexia intelectual? É por causa da saúde deles e de seus alunos que a educação tem de ser reconstruída.” Augusto Cury


          Augusto Cury em Pais brilhantes & Professores fascinantes comenta que a tarefa de educar se compara a de um artesão da personalidade, um poeta da inteligência, um semeador de idéias, mesmo que a Educação esteja passando por uma crise sem precedentes na História da humanidade. Num contexto onde somos ao mesmo tempo criadores e vítimas do sistema social que inventamos, numa sociedade onde o ter e não o ser , a estética e não o conteúdo, o consumo e não as idéias são o mais importante, mais do que nunca os educadores, apesar de suas dificuldades, são insubstituíveis. A gentileza, a solidariedade, a fraternidade, a ética, a tolerância,a inclusão, os sentimentos altruístas, enfim, todas as áreas da sensibilidade não podem ser ensinadas por máquinas, e sim por seres humanos, por mais que a tecnologia venha a se superar.
         Dentre as incumbências de um professor fascinante, está a de educar a emoção, estimulando o pensar antes de reagir,o não ter medo de ter medo, incentivando o aluno a ser autor de sua história, sabendo filtrar os estímulos estressantes e trabalhando não apenas com fatos lógicos e problemas concretos, mas também com as contradições da vida. Assim agindo poderemos poupar lágrimas,evitar doenças psíquicas e até suicídios.Não teríamos os psicopatas, os insensíveis, que machucam e não medem as conseqüências dos seus atos, por que nada sentem... Os hipersensíveis, que se doam além dos limites, mas que não possuem proteção emocional para si mesmos. Os alienados, que não ferem, mas no entanto não querem nada com nada, sem metas, sem futuro, sem sonhos, deixam-se levar pela vida....
          A escola não tem conseguido educar a emoção, Precisamos formar jovens que tenham uma emoção rica, protegida e integrada.
Além de educar a emoção, precisamos ensinar os alunos a serem pensadores e não repetidores de informação. A educação clássica, transforma a memória num banco de dados, ocupando um espaço precioso com informações de pouco uso ou mesmo inúteis. Um bom professor se preocupa com as notas dos seus alunos, já um professor fascinante se preocupa em tranformá-los em engenheiros de idéias.
Cury alerta que os professores - sempre tendo em mente a SPA , Síndrome do Pensamento Acelerado – deverão também proteger sua emoção diante dos conflitos dos alunos. A melhor resposta nestas horas é não dar resposta alguma. É o silêncio! Respire fundo e surpreenda a classe com gestos inesperados. Leve-os, com suas palavras e coração aberto a pensar, a mergulharem dentro de si. Não é fácil, mas é possível! Com a emoção tensa fecha-se o território de leitura da memória, obstrui-se a construção de cadeias de pensamento e agimos por instinto, não com a inteligência, mas como animais.
Leve seus alunos a explorarem o desconhecido para não terem medo do fracasso, mas somente medo de não tentarem. Novas experiências propiciam crescimento intelectual e geram flexibilidade, Só não muda de idéia quem é incapaz de produzi-las. Professores fascinantes são promotores de auto-estima. Dão atenção especial aos alunos tímidos, aos desprezados pelo grupo, pois percebem que estes poderão ficar encarcerados em seus traumas.
                       E ATENÇÃO...
Cury aponta 7 pecados capitais cometidos entre os educadores. Corrigir publicamente um aluno é o primeiro deles, porque pode gerar um trauma inesquecível que controlará a vítima por toda a sua vida. A pessoa que erra deve ser mais valorizada do que o erro. O segundo pecado é expressar autoridade com agressividade. O terceiro é ser excessivamente crítico, o que obstrui a infância ou adolescência. Punir quando se está com raiva e colocar limites sem dar explicações é o quarto pecado. O quinto, é ser impaciente ou desistir de educar, não acreditando nas potencialidades do aluno. Os alunos insuportáveis é que testam o nosso humanismo, pois por trás de cada aluno arredio ou agressivo há uma criança implorando afeto. O sexto pecado é não cumprir a palavra dada. Perde-se a confiança e confiança perdida dificilmente é restaurada... E o sétimo, e maior pecado cometido pelos educadores, na concepção de Cury, é a destruição da esperança e dos sonhos dos nossos alunos.
Os jovens que perdem a esperança têm enormes dificuldades para superar seus conflitos, por menores que sejam. Os que perdem seus sonhos são opacos, não tem brilho, gravitam em torno de suas misérias emocionais e nada produzem. Não esqueçamos que, como canta Augusto Cury, “Os psiquiatras, os médicos clínicos, os professores e os pais são vendedores de sonhos. Uma pessoa só comete suicídio quando seus sonhos se evaporam, sua esperança se dissipa”. Sejamos, pois, conscientes do que vendemos nas nossas salas de aula ... Pensem nisso! Namastê!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Não se iluda, entre educadores e pais também encontramos pessoas despreparadas e até sádicos, brutos e irresponsáveis.


                                                    
                                                               Gladis Maia

A Declaração dos Direitos da Criança, aprovada pela ONU  em 1959, garante, em seu princípio 7, que a criança tem direito a receber a educação escolar gratuita e obrigatoriamente.

Explicita também que esta educação deve favorecer a sua cultura geral e lhe permitir, em condições de igualdade de oportunidades, desenvolver suas aptidões, sua individualidade e seu senso de responsabilidade social e moral, para tornar-se um membro útil à sociedade.

 Reza que o interesse superior da criança deverá ser o interesse diretor daqueles que tem a responsabilidade por sua educação e orientação.

E descreve ainda que a criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras, os quais deverão estar dirigidos para a educação.

Como vimos, o respaldo legal existe, garantindo às crianças uma série de direitos que, se fossem cumpridos à risca, nos fariam a todos felizes.

Infelizmente temos muito ainda que lutar para que a lei saia do papel e torne-se realidade palpável, para todas as crianças deste nosso imenso país.

Para que nenhuma criança precise mais trabalhar. Para que nenhuma criança precise perambular pelas ruas, sem casa, sem família.

Para que nenhuma criança seja maltratada por nenhum adulto, inclusive por seus pais.

Para que todas as crianças possam ter saúde, alimento e brinquedo.

Para que todas as crianças freqüentem uma Escola da qual se orgulhem e pela qual se apaixonem.
        
Toda criança deve ter o direito de viajar, de vez em quando, pelo mundo do sobrenatural.

 Toda criança deve ter o direito de acreditar no impossível, exigir dela somente a crença no possível é uma forma de bloquear sua criatividade e por conseqüência sua inteligência. É uma forma de lhe tirar a confiança e de impedi-la que tenha fé.

É preciso que aceitemos que toda criança tem direito de viver as suas fantasias. O mundo da fantasia é o reino da criação. Suas fronteiras vão muito além dos limites dos sentidos e sua lógica é diferente daquela que governa a razão.

Percebe-se que, à medida que os anos passam, cresce a distância entre as exigências do adulto e os desejos da criança. Os adultos sisudos não se dão conta de que a criança que está fantasiando, misturando a realidade com o irreal, está fazendo o uso mais intenso e ousado da criatividade.

 No mundo dos seus sonhos, ela  consegue criar novas harmonias, inventar seus próprios caminhos e assim apurar sua sensibilidade,  podendo com isto até alheiar-se da dor que sente pela falta de atenção que recebe, pelas deficiências de sua educação, em casa e na escola,e mesmo pelo excesso de inutilidades despejadas sobre sua cabeça, com o pretexto de a educar.  

Ela precisa ter este direito assegurado para ser realmente uma criança, só deste modo ela poderá caminhar para a sua realização como pessoa.

Muitos professores e pais– provavelmente alguns até bem intencionados, mas equivocados -  procuram traços de caráter e valores que lhe parecem valiosos e desejam moldar todas as crianças num padrão único.

Como reação, as crianças acabam trilhando um dos dois caminhos: ou adotam sinceramente suas sugestões; ou acabam fingindo sujeitar-se aos dogmas desejáveis apresentados, só não sabemos por quanto tempo ...

Mas, lembrem-se, quanto maior o esforço que uma criança faz para assumir uma máscara ou submeter-se à influência dos pais ou professor, tanto mais tempestuosa será sua reação quando cansar de fingir, mesmo que inconscientemente.

Nesta ciranda de faz de conta – no mau sentido, forjando-se individualidades – há pais e professores que fazem de tudo para ocultar seus próprios defeitos e atos condenáveis. Fingem-se de santos . A criança não tem permissão para criticá-los, de forma alguma. Só ela pode ser desnudada e exposta ao castigo. Exigem-lhe que respeite automaticamente aos mais velhos, aos mais experientes, em vez de se lhe ser dado o exemplo correto e o direito de julgá-los pelo que valem.

O tal respeito, de carteirinha por idade,  na verdade acaba facultando-lhe, incentivando, que os adolescentes inescrupulosos dominem os menores,  através da persuasão e de pressões, isto pode acontecer tanto na família,  como na Escola ...
        
Os professores muitas vezes se cansam da vida agitada, barulhenta e instigante da criança, com os seus mistérios, suas perguntas e   perplexidade diante de suas descobertas e tentativas, muitas vezes mal sucedidas.

O educador acaba não vendo os esforços que certa criança faz para preencher, cuidadosamente, uma folha de papel e limita-se a constatar,  friamente,  que tal trabalho executado por aquela criança não é bom, não é bem feito, não está certo....

O declínio do trabalho deste tipo de educador percorre muitas vezes, a seguinte trajetória: menosprezo, desconfiança, suspeita, espreita, flagrante repreensão, acusação, castigo e proibições, cada vez mais rigorosas ....

Não nos iludamos, entre os educadores e pais, como em qualquer outra função ou atividade, encontramos os sádicos, os brutos, os irresponsáveis, os que fazem filantropia, os mal intencionados, os mal preparados, enfim, uma lista enorme de tipos, sendo que entre eles estão, felizmente, os capazes e os bons pais e bons profissionais.  Espero que você que me lê seja um deles, ou pelo menos tente sê-lo. Reflita sobre isso! Namastê!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Deixe de lado a pretensão de conduzir rebanhos, você está aqui somente para aprender, tanto quanto os outros.




Gladis Maia

A virtude tem muitos pregadores oucos mártires. Helvécio

Embora muitos não reconheçam, ao homem sempre será dada a chance de caminhar por si mesmo, discernindo sobre as situações que o envolvem. Devemos evitar delegar poder a quem quer que seja, tomando posse de nós mesmos e evitando criar dependências desnecessárias.Da mesma forma, temos que permitir que cada um caminhe conforme escolheu, mesmo que para isso muitos tropeços surjam diante dele.

Paremos de procurar fora o que sempre esteve dentro de nós!Observe atentamente os seres que se dizem propagadores da palavra dos mestres, usando o discernimento para perceber nas atitudes diárias destas pessoas se o que dizem é o que vivem.
É tempo de repensarmos a vida e as atitudes, pois estamos aqui neste planeta apenas colhendo os efeitos das causas do que praticamos.

É tempo de agradecer a oportunidade de estarrmos aqui, abençoando e reverenciando a natureza e o meio ambiente em que vivemos.

É tempo de respeitarmos a vida em todas as suas formas manifestadas, desde um simples grão de areia, à toda a fauna e à flora e às pessoas em geral, mesmo àquelas que aparentemente incomodam à nossa caminhada.

Tudo possui uma razão de ser e uma função específica. Em lugar de ficarmos nos queixando sobre os erros do sistema governante e das atitudes das pessoas, por exemplo, é preferível que arregacemos nossas próprias mangas, para executarmos as tarefas que possam propiciar a implantação de um Novo Mundo, dando o exemplo vivo e saudável de que somos capazes de realizar o sonho que tanto almejamos, de ver a Terra povoada por seres responsáveis e íntegros.

Não desperdicemos nossas palavras e pensamentos ruminando idéias, discutindo sobre a problemática do planeta, criticando os abusos dos homens.

Discussões e críticas não promovem resultados, provam apenas que há uma disputa de poder e que provavelmente gostaríamos na verdade de ocupar uma posição de destaque saciando a sede de nosso ego de sermos também reconhecidos.

Nossa espécie está contaminada pelo “vírus acadêmico” que em todas as áreas tornou o homem um fiel servidor das forças racionais da matéria.

Desaceleremos esta força destrutiva através da prestação de serviços em todas as áreas que necessitam de ajuda, auxiliando na construção desse Novo Tempo. Há tanta terra ociosa que pode ser transformada em hortas, jardins, pomares. Há tantas pessoas que podem ensinar e aprender a dança, a música e tantos outros tipos de arte, e etc, etc.

Tornemo-nos conscientes de que a liberdade está somente em nosso coração e que se muitos colocarem o seu a palpitar pela bem-aventurança, juntos acabaremos com o poder de todos aqueles que usufruem do coletivo em benefício próprio, oprimindo os mais fracos.

Juntos implodiremos os sistemas de vida corrompidos por abusos de toda a sorte e não haverá mais necessidade de falsos profetas e mercadores do templo falando pretensiosamente em nome de Cristo, comercializando os dons que dizem possuir.

Sejamos como as formigas de um formigueiro, que em conjunto servem a um único propósito. Se os homens observassem com afinco a vida de muitos animais aprenderiam muitas lições... A natureza é o melhor mestre!

Já não é mais tempo de mártires, mas de homens que sigam a estratégia da Paz e do Amor fechando a ressonância interna das dores e dos sofrimentos e ouvindo com o coração a voz do Grande Chefe.

Qualquer manual metafísico ou de psicossomática, explica que o desejo de dominar e comandar a vida dos outros da forma como imaginamos, ignorando o respeito alheio, manipulando egocentricamente a magia das energias, criando dependência, faz nossa coluna vertebral carregar um fardo muito pesado.

Da mesma forma, as células cancerosas e os desarranjos do fígado são indicadores seguros de todo o ódio, ira, revolta e indignação nas disputas de poder. A doença não é senão o resultado das energias mal trabalhadas causando um desequilíbrio na estrutura emocional que por sua vez invade todo o ser.

É hora de aprendermos no silêncio a descortinar nosso mundo interno e nele encontrarmos a chave que abre todas as portas para a Nova Era. Somente Nele e por Ele se pode criar o reino de luz que todos esperam.

Reino sem comandos e comandados, fracos ou fortes, cargos e funções, direitos e propriedades, mas tão somente de Igualdade, Fraternidade e de Respeito Mútuo entre todos os seres, povos, raças e credos. Todo ser tem o direito à vida e à manifestação livre de suas idéias e pensamentos, portanto coloquemo-nos firmemente como a imagem e semelhança do Pai. Pensem nisso! Namastê!
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domingo, 15 de março de 2009

Crie Saúde planejando, fazendo ou recordando, as coisas que mais gosta, mande a doença procurar alguém sisudo.


Gladis Maia

Da mesma forma como represar um rio causa inundações, lama, água parada e mau-cheiro, obstruir o movimento da energia no corpo humano causa a doença. William Bloom

Autor de diversos livros, entre eles “Proteção Psíquica” e “Tempos Sagrados: Ritos de Passagem e Festivais Sazonais”, o escritor inglês William Bloon, nos ensina a compreender o princípio energético que atua em diversos aspectos da nossa vida. Estar doente, por exemplo, pode até ser comum, mas não é normal.

O normal é ter saúde, disposição, bem-estar, as funções orgânicas em ordem e equilíbrio. Saúde é conseqüência natural do perfeito fluxo de energia no corpo humano - a mesma energia que faz uma árvore nascer da semente, crescer, dar frutos e viver muitas décadas é a que permeia nosso corpo e envolve nossa vida.

O que bloqueia essa força que nos sustenta é algo tão "invisível" quanto ela mesma: os sentimentos. De acordo com Bloom, desde bebês, vamos experimentando situações que julgamos ameaçadoras para a nossa segurança ou contrárias à nossa vontade. Começamos a criar resistências emocionais para aquilo que não queremos ou tememos. "É como se construíssemos uma couraça para nos proteger, mas é justamente ela que acaba obstruindo a energia".

Para exemplificar como isso funciona, o escritor conta a história do próprio pai, que foi três vezes operado de câncer no cólon. "Ele era um intelectual agressivo, que impunha suas idéias às pessoas; de tanto irritar-se com o que considerava burrice dos outros, acabou adoecendo." Durante o tratamento, sentindo-se fragilizado e carente, parou de discutir. Assumiu um comportamento mais passivo e amoroso que amoleceu sua couraça. "Meu pai então recuperou-se rapidamente, mas assim que ficou bom, voltou a ser agressivo", lembra. Como resultado, o câncer reapareceu.
A história, que repetiu-se ainda duas vezes, deixa algumas lições. Primeira: a doença é uma maneira de o corpo avisar o dono que ele precisa, urgentemente, relaxar. Segunda: o princípio de toda cura é permitir que a energia flua. Terceira: a energia é, simplesmente, o Amor. É nessa linha de pensamento que William Bloom baseia sua prática para a manutenção da saúde. Ele fala que precisamos criar situações que possam derreter a nossa couraça, deixando-nos mais amorosos e receptivos. O ponto principal de sua receita é simples e bem atraente: fazer, todos os dias, alguma coisa que nos dê muito prazer.

Como explica o escritor, quando fazemos o que gostamos, somos autênticos, estamos conscientes de nós mesmos e temos sentimentos de poder e de serenidade, tais quais os que criamos ao ouvir música, dançar, brincar com crianças, praticar algum esporte, acarinhar um cãozinho no colo... Quando permitimos que as sensações agradáveis tomem conta de nós duas coisas maravilhosas acontecem: uma é que o corpo produz endorfina, substância mil vezes mais poderosa do que o ópio e que é componente fundamental de qualquer cura. A outra é que, com o derretimento da couraça, abrimo-nos ao fluxo de energia do Universo.

Em assim vivendo, satisfeitos e felizes, a energia nos torna generosos e carinhosos com os outros, deixando-os também felizes. O efeito é altamente contagioso. Bloom afirma que, fazendo isso pelo menos uma vez ao dia, podemos ter muito mais saúde. A simples lembrança do que nos dá prazer alivia o stress causado por situações de que não gostamos.

Se uma pessoa que aprecia a natureza tem um dia difícil no trabalho, por exemplo, basta isolar-se por alguns instantes, fechar os olhos e visualizar-se num parque. "A mente subconsciente não faz diferença entre o que é real ou imaginário; assim, a pessoa se acalma", ensina ele.

Bloom nos presenteia com um conjunto de práticas muito simples para a manutenção da saúde:

1) faça uma lista de pessoas, lugares e atividades que você ama. Mantenha imagens ou fotos deles por perto - no trabalho, em casa, no carro.
2 ) todos os dias, dedique-se a alguma coisa que lhe dê muito prazer fazê-lo, nem que seja por um minuto, é melhor do que nada.
3) liste as memórias que lhe deixam feliz.
4) quando estiver com baixo-astral, feche seus olhos e reviva situações agradáveis por que passou e deixe-se envolver pelas emoções que elas evocam.
5) ao andar pela cidade, mesmo que o trânsito esteja ruim, lembre-se que além dos prédios e ruas há montanhas, florestas e rios e que o amor da natureza está por toda parte.
6) antes de dormir e ao levantar-se, focalize a atenção no corpo, agradeça-lhe amorosamente pelo serviço que ele lhe presta e se ele tiver alguma tensão ou dor, toque-o e conforte-o.
7) quando estiver cansado ou doente, proporcione repouso ao seu corpo.8) Esforce-se para ser gentil. Ao irradiar energia positiva e amorosa, você permite que energia da mesma qualidade o abençõe.


Se você é pessimista, descrente, acha tudo isto uma bobagem, está precisando mais do que ninguém de seguir os conselhos de Bloom. Até porque é de graça,e, se bem não lhe fizer, mal por certo não lhe fará. Sucesso! E para quem gostou, não custa acrescentar mais alguns hábitos saudáveis à sua longa vida saudável, por certo!Pelo menos pense nisto! Namastê!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A ciência sem a religião é manca e a religião sem a ciência é fanatismo, propagava Einstein.



Embora, desde 1988, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tenha incluído o bem estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado dos aspectos físico, mental e social, infelizmente, as Faculdades de Medicina e Psicologia ainda desconsideram a existência do espírito, da alma, essência divina ou outra expressão que nomine nosso verdadeiro Eu Superior.

Somos seres que possuímos além do soma (corpo físico), os corpos: emocional, mental, psíquico, espiritual, astral e etérico. Não sou eu que o digo, há milênios, muitas ciências e matérias tratam disso, em várias culturas.
Sempre - e especialmente em nossos dias, quando prolifera enormemente o número de pessoas acometidas de distúrbios nervosos, que não escolhem idade, sexo, classe social, raça ou cultura para se desenvovlerem - os ditos doentes mentais deveriam ser tratados em toda a sua plenitude, de uma forma holística. Mesmo que outrora os assim chamados loucos tenham sido trancafiados em suas casas ou nos hospícios, nada mais justifica os rótulos que só fazem segregar e não auxiliam na cura.

Atire a primeira pedra quem não se sentir meio louco ou não tiver no seio de sua família – inclusive entre psiquiatras e psicólogos - pessoas acometidas de depressão, síndrome do pânico, neurose, paranóia, psicose, esquizofrenia, etc.

Os portadores do transtorno do pânico, que ocorre em paralelo a vários l sintomas físicos, costumam passar por uma verdadeira via-crúcis em busca da cura de seu problema. Em muitos casos, o paciente pode achar que está enlouquecendo ou prestes a morrer. A partir da ocorrência da primeira crise o paciente pode entrar num círculo vicioso no qual o medo de ter uma nova crise precipita outra, sucessivamente.

Tratados com antidepressivos e ansiolíticos, que criam dependência e não passam de meros paliativos - pois a suspensão das drogas implica na eclosão de outra crise – seus portadores têm ainda que arcar com seus desagradáveis efeitos colaterais. Desta forma, temos que convir que não basta através da medicação só restabelecer o equilíbrio bioquímico do cérebro! É necessário combater a causa verdadeira do problema.

Em verdade, a medicina tradicional aponta as alterações bioquímicas do cérebro, como a “causa” da síndrome do pânico. No entanto, ela não explica o quê provoca esse desequilíbrio bioquímico, por se estruturar numa visão puramente organicista do ser, nos fenômenos físico-químicos, sem identificar as causas mais profundas que levam uma pessoa a ter uma crise desta natureza. É preciso ver o ser humano em sua totalidade, não apenas do ponto de vista orgânico. É preciso tratar o ser como um todo: mente, corpo e espírito!

Temos a convicção de que a Síndrome do Pânico é uma enfermidade da Alma que vem afetando em nossos dias de 2 a 4% da população mundial.

Embora esse transtorno possa ser também associado ao flagelo da modernidade, com suas situações de stress, estafa, nervosismo, ansiedade e insegurança decorrentes do desemprego, da pressão no trabalho por resultados, da perda do poder aquisitivo, da vida excessivamente atribulada, a mortes de entes queridos, aos conflitos conjugais seguido de separação, doenças... Mas estes eventos funcionam apenas como um desencadeador de acontecimentos psicológicos traumatizantes!

O que se tem descoberto, através de terapias alternativas – e que tem dado resultados altamente positivos - os sintomas são geralmente oriundos de experiências dolorosas em existências passadas, normalmente associados à uma morte traumática, como descreve a Terapia das Vidas Passadas.

Os sintomas da crise no agora, na verdade seriam os mesmos ou similares aos experimentados pelo paciente no momento de sua(s) morte(s) em outras vidas. Os asmáticos, por exemplo, geralmente descrevem durante o tratamento - e cura - a causa da sua moléstia, como o fato de terem tido mortes por afogamento ou incêndio.
O Pânico também pode ser ocasionado pela interferência de um espírito obssessor (espírito desencarnado) e nesses casos, muitos dos sintomas físicos do paciente - aperto no peito, angústia, náusea, calafrios, sensação de falta de ar, etc. - não lhe pertencem, são sintomas da entidade espiritual que o está obsediando.

Quem crê ou é levado ao tratamento alternativo por alguém que crê, tem conseguido resultados formidáveis.Felizmente começam a ser publicados artigos, reportagens, matérias amplas e específicas, veiculadas pelos meios de comunicação científicos e de massa, livros, discos, filmes, que vem dando conta desse outro lado da loucura, assim como a divulgação e testemunhos - em fitas cassetes e cds - das sessões terapêuticas de regressão a outras vidas! Há muita gente séria trabalhando com isso, no mundo todo! Médicos famosos por sua competência e ortodoxia, de repente obtém a prova da existência da espiritualidade e mudam totalmente sua maneira de clinicar - ver e viver a vida - tais como o notável psiquiatra americano Brian Weis, cujos livros a respeito do assunto tornaram-se best sellers no mundo todo. Ainda é tempo de você, deixar seus preconceitos de lado e também se dedicar ao assunto!

Gladis Maia

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Amigo não é o que diz ‘vá em frente’, mas sim aquele que diz ‘pode contar comigo, estou junto para o que der e vier’.





Gladis Maia

Ser amigo é compreender erros e defeitos, rir, chorar,viver problemas e alegrias e poder dizer a cada momento: conte sempre comigo.[Clara Rosário]


Sempre é bom ter e contar com aqueles amigos verdadeiros presentes - longe ou perto – mas nos quais podemos sempre confiar. Amigos cujo olhar parece dizer-nos ‘pode contar comigo!’ Quem tem amigos, poucos ou muitos, vive melhor, pesquisas científicas comprovam isto.

Com os amigos de fé, nos relacionamos através da verdade, da compreensão, do compartilhamento, da alegria, da escuta, das celebrações, mesmo que passemos juntos por certos percalços... Descobrimos as nossas diferenças, singularidades, que aceitamos sem pestanejar! Nada cobramos um do outro, e sabemos perdoar-nos! Há sempre um tom de respeito, quando é preciso falar de coisas necessárias, na hora certa, seja entre amigos de muito tempo ou entre os recentemente conquistados novos velhos amigos.

Vamos saudar, preservar, acalentar nossas amizades pois, como diz Milton Nascimento: Amigo é coisa para se guardar / No lado esquerdo do peito/ mesmo que o tempo e a distância digam não / mesmo esquecendo a canção / O que importa é ouvir a voz que vem do coração / Seja o que vier/ venha o que vier/ Qualquer dia amigo eu volto pra te encontrar /Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.


As pessoas entram na nossa vida por uma razão, podem estar certos! Podem ficar conosco durante uma estação ou uma vida Inteira, como as minhas amigas Liginha e Inês – a primeira há 50 anos, a segunda há 27 - podem ressurgir do nosso passado, presença do bem, como as minhas amigas Elisandra e Maria Camargo ou a nova velha amiga Romilda.

Geralmente a presença desses anjos, que chamamos de amigos,
só acontece para suprir nossas necessidades. Eles surgem para auxiliar numa dificuldade, fornecer-nos orientação, apoio, ajudar física, emocional ou espiritualmente. Eles estão conosco pela razão que precisamos que eles estejam ali, naquele lugar!

Ás vezes, essas pessoas morrem, como a Nininha, o Dóia, o Mauro... Às vezes, elas simplesmente se vão! E se é assim é por que então é o tempo de ir! Não fiquemos tristes e nos sentindo desamparados, eles já fizeram o que tinha que ser feito!

Quando as pessoas entram em nossas vidas por um breve tempo é porque chegou a vez de dividirmos, de crescermos, de aprendermos algo com elas. Elas nos trazem ou a experiência da Paz, ou do riso, da satisfação, da oração, do carinho escancarado... Elas poderão nos ensinar talvez algo que nunca fizemos antes! E elas, geralmente, nos dão uma quantidade enorme de prazer!

Os amigos, entre outras coisas, nos emprestam mais do que dinheiro, emprestam seus olhos para nos ajudar a enxergar com maior clareza e discernimento. Somam seu coração ao nosso para nos auxiliar a suportar tanto a dor excessiva quanto os rasgos de paixão ou felicidade.

Relacionamentos de uma Vida Inteira - ou um bom pedaço dela - nos ensinam lições para a vida inteira, coisas que passam a integrar a nossa formação emocional. Nesta jornada de altos e baixos constantes, às vezes nos separamos de alguns bons e grandes amigos, como a Letícia, o Bira, o Valdir, mas que estão e ficarão sempre em nossas lembranças e em nosso coração. É muito bom reencontrá-los, como a velha amiga e comadre Rosa, mesmo que em circunstâncias não muito agradáveis. Saúde comadre, muita saúde!

Se o Amor é Cego, como costumam dizer, a Amizade é Clarividente! Não é à toa que há estudos que demonstram que pessoas com amigos vivem mais e são mais dispostas e felizes. A qualidade da amizade está sempre relacionada à cumplicidade, a honestidade, a simplicidade, a aceitação, ao perdão e muito, muito carinho. Um gesto, um olhar, um sim ou um não... A gente já se entende só com o olhar, não precisa nem falar, muitas vezes. A gente pensa na criatura e bate o telefone! Ou chega um e-mail!
Tudo faz parte na relação ideal, porque verdadeira, até a cara feia, a xingada, que valem tanto como um abraço apertado, um beijo estalado, tudo nos faz e nos torna melhores e mais importantes por que temos amigos. Eles às vezes surgem no nosso caminho como uma dádiva de Deus, e o melhor, eles são sim enviadas por uma Força Maior!

E em tempos de muita internet, colecionamos também nossos amigos virtuais, amizade regada a mensagens de alento, de carinho, de alegria, de humor, feministas, espiritualistas, éticas e estéticas, etc. Ah, o nosso planetinha parece tão pequeno atrás dessa rede, pela qual navegamos sem passaporte e que nos deixa atravessar fronteiras, conhecer outras culturas, diferentes formas e maneiras de sentir, ver, viver ...


Espero conquistar mais alguns amigos virtuais e para isso, as portas do meu computador estão abertas: entrem, meu endereço é gladis.maia@terra.com.br . Atrás da @ tem uma amiga esperando! Traga seu riso gostoso, conte-me suas velhas histórias, deixe que eu me deite em seus ombros invisíveis e segure suas mãos firmemente! Mande seu abraço, mostre-me quem você é, através da escolha de suas mensagens. Poderemos até chorar, nos emocionar on line ! Mesmo não vendo seus olhos, certamente suas palavras entrarão direitinho no meu coração!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Não se pode mudar os outros, deixe-os em paz, cada um tem de aprender as suas próprias lições, inclusive você.


Gladis Maia

Todos temos um propósito único neste planeta somos muito mais do que nossas personalidades, nossos problemas ou doenças. Muito mais do que nossos corpos, Estamos todos interligados a tudo o que é vivo, somos espírito, luz, energia, vibração e amor, possuidores do poder de viver uma vida com significado e propósito.
Louise Hay in O Poder dentro de você.


Já dizia Léo-Tsé, que a viagem de mil léguas começa com um único passo... Existe apenas um remédio para resolver qualquer problema: amarmos a nós mesmos, além de tudo, essa é a receita para a Paz Mundial!Ame-se agora, não deixe esse prazer para depois! Viemos ao mundo para nos realizarmos e expressar amor em todos os níveis. Estamos aqui para aprender, para evoluir, absorver e irradiar a compaixão e compreensão. Perceba que na raiz de nossos problemas e limitações há sempre um certo grau de ressentimento, de medo, de culpa e de crítica nos sentimentos que temos por nós mesmos e pelos outros.

Quem está doente deve olhar a sua volta e verificar a quem precisa perdoar... Só nos curamos se estivermos livres de mágoas e de ressentimentos. O perdão, além de retirar um fardo pesado de nossos ombros, abre a porta para que o amor possa entrar. O perdão concedido a si mesmo e aos outros, juntamente com o abandono de velhas mágoas cura mais enfermidades do que qualquer remédio já o fez.

Um dos modos de deixar que o processo da vida se desenrole de forma positiva e saudável, é afirmar constantemente aquilo que consideramos ser as nossas verdades pessoais.Devemos optar pelo positivo! Escolher afastarmos-nos das crenças limitadoras que nos vêm negando os benefícios do que tanto desejamos.

Mas não esconda, especialmente de si mesmo, o que está acontecendo de mal com você. É bom sabermos o que está ocorrendo dentro de nós, para podermos soltar o que nos perturba, liberar por completo, o ódio por nós mesmos, a culpa e a autocrítica que só servem para elevar o nível de estresse do organismo e enfraquecer o sistema imunológico.
Não importa qual seja a situação negativa que estamos enfrentando, precisamos pensar que ela existe por algum motivo, talvez para nos ensinar algo ou levar-nos a procurar um modo mais positivo de atender às nossas necessidades.

O livro citado na epígrafe deste artigo nos aconselha a todos os dias declararmos a nós mesmos o que desejamos da vida. A falar como se já possuíssemos o que tanto almejamos! Trata-se de assumirmos a responsabilidade pela nossa própria vida. Precisamos nos responsabilizar pelas palavras que saem da nossa boca, por que são extensões de nossos pensamentos. As palavras negativas ou limitadoras devem ser trocadas por outras mais saudáveis.

O corpo humano é uma máquina magnífica, onde cada peça está ajustada com perfeição, se auto-regulando e avisando quando está com seu funcionamento prejudicado. Infelizmente a maioria de nós não se dá conta destes avisos. O corpo então precisa recorrer à dor para nos alertar que algo precisa ser mudado para que seu funcionamento volte a ser normal, pois ele deseja a saúde ótima. E olha que seus pedidos são geralmente muito simples: um pouco mais de sono, menos excesso à mesa, menos horas de trabalho, etc.

Louise Hay nos oferece algumas dicas para pararmos de nos torturar a caminho da felicidade, indicando dez passos para nos amarmos: 1) pare de se criticar ; 2) pare de amedrontar-se, não fique imaginando que o pior pode acontecer justamente a você, lembre-se de coisas agradáveis que já lhe aconteceram ; 3) seja gentil e paciente consigo mesmo, pense em sua mente como um jardim mal cuidado, arranque as ervas daninhas, como as críticas, os julgamentos e plante lindas flores como os bons pensamentos, regando-as todos os dias; 4)seja gentil com sua mente, não se culpe por ter pensamentos negativos, nada melhor para sua mente do que o relaxamento, pois quem está sempre tenso e atemorizado fecha o canal de suas energias; 5) elogie-se, a crítica destrói o espírito, a sensação de não merecimento impede a aceitação de tudo de bom que a vida tem a nos dar; 6) procure apoio, permita que seus amigos o auxiliem; 7) ame suas falhas, seja qual for a provação que teve que passar, parabenize-se por ter tido a força de passar por ela; 8) cuide de seu corpo, faça exercícios, uma dieta adequada, durma as horas necessárias, etc., 9)dialogue com o espelho, seu Eu Interior vai lhe dar conselhos bem proveitosos; 10) ame-se agora, aprendendo a se amar, você logo começará a amar e a aceitar os outros o que tornará sua vida mais agradável e produtiva. Lembre-se: Os pensamentos que escolhemos são as cores das tintas que usamos para pintar a tela de nossa vida!

domingo, 14 de setembro de 2008

Com nove medos a nos atormentar, esquecemos de consultar o nosso espírito único fiel guia e escudeiro.



Gladis Maia

Por vezes, os Faróis de Luz se fecham para reparos;
outras vezes, precisam mesmo de descanso. Mas continuam a ser Faróis,
colocados em zonas onde ajudarão outros a encontrar os seus caminhos. Kyron

Kyron é um iluminado que revela que nove tipos de medos se atravessam no nosso caminho.Pressupõe que mesmo o mais bruto e inconseqüente dos homens sabe no íntimo que no seu âmago há honestidade e integridade, mas que a maioria de nós prefere ignorar esta voz interna, que nos fala amiúde durante toda a nossa vida na Terra. Voz que se “intromete” em tudo o que pensamos e fazemos...

O primeiro deles é o MEDO SEMENTE, que ele chama de medo seminal. Tememos a iluminação, porque nos apavora o ato de “descascar a cebola da dualidade. É o medo de encontrar o profeta interno.” Este seria um falso medo; esta vibração está presente para que constantemente possamos avaliar o que é real e o que não é.

O segundo medo - que ataca mais especialmente as mulheres - é o MEDO DE SER ABANDONADA. Há grandes mulheres que o experimentam, às vezes, ou permanentemente. Trata-se de uma questão espiritual, são mulheres que se divorciaram de sua metade divina, que permanece em outra dimensão. Não confundir com a alma gêmea, pois trata-se da outra metade de si mesma e que foi esquecida, abandonada. Mulheres inteiras se bastam e não temem o abandono de ninguém! São as que amam quantas vezes for necessário, hoje e sempre.

O Terceiro medo é o famoso MEDO DO FRACASSO! É um medo essencial desta cultura, pelas expectativas que gera em todos nós, e mais especialmente nos homens. A começar pela família, esperam que o macho tenha êxito. Sexualmente, no trabalho, etc.! Constantemente o coração humano é pressionado com um “Estou falhando... Vou fracassar”... Kyron aconselha a ninguém sentir-se errado onde está e a celebrar o agora, o presente, mesmo que pense que deveria ser outra coisa e estar num outro lugar... Em nenhuma circunstância devemos nos convencer de que o que tentamos fazer no passado, continua a não funcionar agora e nem funcionará no futuro. Quem sabe tenha chegado o momento de rever este assunto? Precisamos nos libertar do enquadramento do tempo linear!

O quarto é o MEDO DE SI MESMO. Há uma parte de nós que sabe que podemos usar nossos poderes para o bem ou para o mal e por isto alguns de nós temos medo de ir aonde sabemos que podemos criar a escuridão. A potencialidade do ser humano ser poderoso em todos os matizes, da luz à escuridão, cria, freqüentemente, o medo de ao visitar a escuridão podermos ficar por lá... Isto é o medo de si mesmo! Quem foi a lugares escuros sabe o que aquilo é, e não pretende voltar lá...

O quinto medo é o MEDO DO LADO OBSCURO. Através de toda a história da humanidade, em todas as culturas, os humanos relacionaram a energia da escuridão com outra entidade, outro poder, que, por desejar ascender, tudo faz por agarrá-los e derrubá-los.Ao longo da sua infância, tiveram medo dos “monstros” e outras entidades que estavam ali para “agarrá-los”. Mas , felizmente, é mais fácil e mais rápido gerar uma energia positiva e são precisos mais humanos para criar uma baixa vibração do que para criar uma mais elevada. Àqueles que têm medo do escuro têm medo porque ainda não compreenderam o seu poder de se transformarem num Farol de Luz.

O sexto medo é o MEDO DE OUTRAS ENTIDADES. O ser humano tende a recear o que não compreende. Há quem tenha medo das entidades do lado obscuro. Kyron explica que é bem provável que os lugares onde vamos trabalhar e mesmo as nossas próprias casas, precisam que alguém leve luz para lá...E se assim for, que nos consideremos trabalhadores da Luz!

O Sétimo medo é o MEDO DE NÃO ENCONTRAR O PRÓPRIO CAMINHO. Embora caminhemos dentro de uma esfera, nos iludimos que nos deslocamos ao longo de uma linha reta... Julgamos que fazemos uma coisa depois da outra e que as colocamos numa linha de 2ª dimensão. Interrogamo-nos a respeito do futuro, consideramos o passado, mas não conseguimos vê-los juntos...O medo de não encontrar o próprio caminho, a “missão”, está relacionado, com o medo seminal (nº 1), e com o medo do fracasso (nº 3).

Como a nossa forma de pensar e de nos expressar, via linguagem que é algo muito linear, fica a seguinte informação e sugestão: celebremos o lugar onde estamos, a cada minuto de cada dia, pois empilhados sobre o que consideramos ser o tempo linear, estão todos os “agoras”!

O oitavo medo é o MEDO DA DOENÇA. Kyron diz que não importa até que ponto estejamos predispostos geneticamente para uma doença. Através da consciência humana, podemos falar com a estrutura celular; podemos limpá-la, renová-la, reforçá-la, despertá-la e ... CURÁLA!!! Bendito é o ser humano que não conhece limites para a sua influência sobre a sua própria estrutura celular! Este é o novo paradigma! Os yoguis e OS xamãs da antiguidade demonstraram-no. Agora... chegou a nossa vez!

E o nono medo é o MEDO DO FUTURO. Devemos aboli-lo, porque estamos nos tornando seres de quarta dimensão, interdimensionais. É hora de nos “casarmos” com a nossa parte divina, com o nosso Eu Superior e celebrarmos o futuro que é agora. “Repararam qual foi o medo que não foi referido nestes nove tipos de medo? Foi o medo da morte! Sabem por quê? Por que, intuitivamente, vocês nunca estão sós – nunca! ”, nos afirma Kyron.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Construir a identidade não é nada fácil, ainda mais para os nascidos gêmeos.



Gladis Maia

(...) é preciso tratar o relacionamento de gêmeos normalmente, sem enfatizar esse aspecto, pois vários deles acabam se perguntando se há algo errado por não conseguirem ler os pensamentos do outro ou por não terem pressentido que aconteceu algo ruim ao irmão (...) Patrícia Maxwell Malmstrom


Malmstrom é uma educadora norte-americana, que em “Criando Filhos Gêmeos” escreveu para além de uma obra literária ou de pesquisa, pois se vale de sua experiência como mãe,que entre quatro filhas, teve duas meninas gêmeas. Comenta que criá-las foi uma verdadeira aventura, porque as diferenças começaram já na gravidez. Comenta que as emoções vão do medo ao pânico, passando pela confiança, às vezes excessiva, que pode levar muitas mães a desperdiçar um tempo precioso de preparativos. É normal também os pais de múltiplos ficarem mais apreensivos que os demais com a gravidez e o parto e sentirem as preocupações financeiras intensificarem-se. E quando os bebês chegam da maternidade, tudo se torna superlativo, principalmente o cansaço e a falta de sono... Não dá para aplicar as mesmas regras básicas de cuidados com um só recém-nascido e depois dobrá-las ou triplicá-las. As mamães de múltiplos precisam levar em conta ainda que eles passam pelos mesmos estágios de desenvolvimento. Imaginem o impacto de diversos bebês com os dentes nascendo ou tentando dar os primeiros passos. A autora aconselha aos pais de gêmeos que busquem ajuda entre os amigos e familiares, criando uma verdadeira, boa e forte rede de apoio. Em paralelo a isso, sugere que a família torne a vida o mais simples possível em todos os aspectos. Enquanto os bebês forem pequenos, devem livrar-se de móveis ou objetos perigosos, criar espaços para que eles brinquem em casa, adotar rotinas familiares para as refeições e para dormir. Tentar manter pelo menos a mesma ordem de atividades. Se não for viável seguir os mesmos horários. Ao mesmo tempo, a família, em especial os pais, devem ser flexíveis o suficiente para adaptarem-se a situações diferentes, que ocorrem amiúde. Os gêmeos podem ter dificuldades de se enxergar como um ser separado do irmão. Para não reforçar essa sensação, mesmo que seja deliciosamente irresistível vesti-los da mesma forma, evite fazê-lo. Quando vestem roupas iguais, eles se tornam 'os gêmeos' no grupo, explica. Se por um lado, ajuda-os a se sobressaírem como indivíduos, leve em conta que vestir-se é uma das primeiras atividades que permitem às crianças fazer as suas escolhas pessoais. Isso é um importante passo para a independência do relacionamento com o outro. Sem falar que roupas diferentes contribuem para reduzir as confusões que as pessoas fazem de troca de identidade. Na escola, é melhor que gêmeos fiquem em salas separadas?Não há regra. A separação física não é necessária para o desenvolvimento da individualidade. “Pela minha experiência, se não há uma recomendação clara para separá-los, é melhor que fiquem juntos na pré-escola e no ensino fundamental. Cada caso precisa ser avaliado todo ano por pais e professores. Também é preciso ouvir os próprios gêmeos, se eles já tiverem idade suficiente”,diz a autora. Na tentativa de fazer 'o que é certo para os gêmeos', como deixá-los em classes separadas, pais e professores podem estar criando um efeito oposto ao desejado, como aumentar o grau de preocupação de um em relação ao outro, sobretudo em novas situações. Juntos, eles podem ficar até mais relaxados e prestar mais atenção ao que está acontecendo à sua volta. É necessário sempre comprar em dobro coisas como brinquedos?Até que as crianças tenham idade para desenvolver gostos mais diferenciados, o ideal é sim. Dê a eles um exemplar de cada brinquedo, especialmente aqueles de uso individual como triciclos. Se você optar por dar a eles dois brinquedos bacanas, mas diferentes, correrá o risco de que os dois gostem do mesmo. Isso em sido desastroso em muitos casos. Um sempre acaba achando o brinquedo do outra o melhor presente... Decepcionam-se se não conseguem trocar os presentes entre si. Quando o conteúdo é igual parece que eles respiram aliviados por poderem ficar com os próprios presentes. No caso de ser um único presente para as crianças, o conselho é evitar cartões com os dizeres: 'Aos Gêmeos'. Isso deveria ser banido!!! Os gêmeos, como quaisquer irmãos, são obrigados a aprender a compartilhar muita coisa. Mas, convenhamos, ninguém precisa dividir até o cartão! A educação dos gêmeos deve ser especial, principalmente, se forem do mesmo sexo. Devem-se evitar sempre comparações ou preferências para não estimular a rivalidade entre eles. O importante é que, apesar de terem compartilhado a mesma gestação, são crianças super diferentes, com humores, vontades e ritmos bem distintos. É verdade que os gêmeos possuem uma percepção extra-sensorial e podem ler os pensamentos um do outro?As pesquisas até hoje descartam essa possibilidade. Mas evidências empíricas sugerem que muitos deles são tão ligados entre si que se tornam capazes de completar as frases e de prever as intenções do outro.

O conselho da expert – autora do livro e de gêmeos - é que os pais devem construir um relacionamento especial e individual com seus filhos, incentivando interesses e talentos diferentes,sem comparação, cada um tem o seu tempo! Planejar atividades separadas. Descartar nomes parecidos e fazer cortes de cabelo diferentes. E, principalmente: evitar se referir a eles como 'os gêmeos'. E, cuide de um detalhe, foto sem legenda pode virar um mistério para todo o sempre... Crie o hábito de marcar os nomes atrás das fotos. E no aniversário, não economize: cante Parabéns duas vezes, faça dois bolos e coloque duas velas. Ficará bonito, divertido e eles vão adorar!

sábado, 13 de outubro de 2007

Emagrecer ou não emagrecer, eis a questão...

Gladis Maia

Não é à toa que a Adélia Prado tenha dito que erótica é a alma. Enganam-se aqueles que pensam que erótico é o corpo. [...] a erótica não caminha segundo as direções da carne. Ela vive nos interstícios das palavras. (...) Um corpo vazio de fantasias é um instrumento mudo do qual não sai melodia alguma. Rubens Alves, in A Alegria de Ensinar.

Uma recente pesquisa realizada por psicanalistas em dez países revela que somente 2% das mulheres consultadas consideram-se bonitas. O que não é verdade, todos sabemos. Mas o problema reside na imagem mental que a pessoa tem de si, que pode ser a favor ou contra, e, complicados que somos, dificilmente temos uma imagem corporal correspondente à realidade. A pesquisa informa também que as mulheres consultadas ponderam que para ser bonita precisamos, além de ter características ocidentais, ser: branca ou negra, alta, magra e com cabelos lisos. As baixinhas se desesperam! As índias ficam fora, acredito que nem foram pesquisadas! As negras, as mulatas e as pardas alisam os cabelos. As orientais correm para os bisturis dos cirurgiões plásticos na tentativa de arredondar os olhos...
As gordinhas - das menininhas à terceira idade - malham dia e noite, descontrolando o padrão hormonal e endurecendo músculos exageradamente, a tal ponto que necessitam cada vez mais horas de ginástica - se é que dá para chamar aquela tortura, realizada nas academias, de ginástica... ‘Exercícios’ que viciam o organismo e na sua ausência transformam os músculos em pelancas e a euforia em cansaço, stress ou depressão.
Já as falsas-feias e as falsas-gordas se submetem aos regimes doentios, às lipoaspirações que tem levado uma infinidade de mulheres à morte. Enchem os divãs dos psicanalistas e os consultórios dos psicólogos, na esperança de emagrecer. Acabam mesmo é engordando as suas receitas e as das farmácias e viciando-se em inibidores de apetite e antidepressivos desnecessários.
Bulemia e Anorexia Nervosa:
Estes são dois transtornos alimentares graves, que muitas vezes não são levados a sério, nem mesmo por pessoas esclarecidas. Pais e professores devem ficar atentos, pois a incidência parece ter aumentado e seu início geralmente eclode na adolescência. Até porque se a moda dita que ser bonita é ser magérrima, a contemporaneidade favorece a doença alimentar. Uma coisa que espanta é que as mulheres não se dão conta de que a moda é criada por estilistas – cuja maioria não gosta de mulheres, por opção sexual e por conivência das indústrias de roupa, que vendem mais a cada grama aumentada ... Já viram a nova numeração dos manequins da moda jovem? Dificilmente é numerada: 42, 44, 46 ... Somos P, M, G e, às vezes nos oferecem GG, nem sempre! E o tal GG é de morrer de rir, se não causasse problemas emocionais e até do que vestir para a garotada do xis e coca-cola – especialmente entre 12 e 16 anos - com tendência a engordar. Na realidade o tal GG não passa de um P ou no máximo 42. Quem duvida, compare com uma roupa um pouquinho mais antiga no armário de uma parenta mais conservadora...
Voltemos aos transtornos alimentares. A anorexia é uma das poucas doenças psiquiátricas que pode levar à morte. Atinge com maior freqüência as mulheres. É diagnosticada quando - na ausência de qualquer doença física conhecida que explique a perda de peso ou a falha em manter o peso esperado são acentuados - e a pessoa passa a recusar a ingestão de alimentos.Existe uma perturbação significativa na imagem corporal. Os pacientes mesmo magérrimos sentem-se gordos. Alimentos e regimes são preocupações persistentes. A incidência é maior nos grupos sócio-econômicos altos, em mulheres ambiciosas e em profissões tais como manequim e dançarina, nas quais existem vantagens extras para as pessoas com baixo peso. É rara em homens, e os indivíduos acometidos podem mostrar tendências efeminadas.
Ao contrário, dos anoréxicos, os pacientes bulímicos costumam dedicar-se a orgias alimentares. A bulimia nervosa é caracterizada por ingestão descontrolada e compulsiva de grandes quantidades de alimentos num curto período de tempo. O desconforto físico como dor abdominal ou sensações de náuseas,encerra o episódio bulímico, que é seguido por sentimentos de culpa, depressão e auto-aversão. A pessoa usa regularmente laxantes ou diuréticos ou induz o vômito .
Tanto os pacientes com bulimia nervosa como os com anorexia, tendem a ser ambiciosos e respondem às mesmas pressões sociais para a magreza. Freqüentemente a anorexia e a bulimia nervosas coexistem no mesmo paciente. Psicologicamente o bulímico e o anoréxico, têm dificuldades com as demandas da adolescência, mas aqueles são mais extrovertidos , raivosos e impulsivos do que os anoréxicos. Alcoolismo, furtos em lojas, e instabilidade emocional – incluindo tentativas de suicídio – estão associados à bulimia nervosa.
Ambos os transtornos necessitam de tratamento fármaco-médico e psicoterápico, constante, pois há reincidência com freqüência, são males crônicos, por assim dizer. Na anorexia - que parece ser mais grave - geralmente é necessário a internação hospitalar, para restaurar o estado nutricional. Atentem, pois, para a adolescência ao seu redor, todo cuidado é pouco!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Quem luta por sonhos vê lições nos erros, fracassos e incompreensões.

Gladis Maia
Cumpre aos verdadeiros líderes, como os pais, educadores, executivos, incentivar quem fracassa a extrair sabedoria das suas experiências dolorosas, em vez de cultivar a culpa. Errar é uma etapa do inventar, falhar são degraus do criar. Augusto Cury, in Nunca Desista dos seus Sonhos.
Eis me novamente saboreando as instigantes idéias de Augusto Cury – de quem é o eixo deste artigo. O autor – na obra citada na epígrafe - critica a cultura das provas existentes em quase todas as escolas do mundo inteiro, porque desrespeita a riquíssima pedagogia do ensaio e erro, que promoveu as grandes conquistas da história. Explica que ao ser punido com notas baixas, o sujeito aprendente não só registra de maneira privilegiada o fato, através do fenômeno RAM, Registro Automático da Memória, como inicia-se ali - ou ratifica-se - o processo de obstrução da sua ousadia e inventividade.
Cury aconselha a ausência de julgamento diante do erro. É da opinião que se alguém ao errar for valorizado, encorajado, conseguirá incorporar novas experiências e refazer caminhos. Relembra-nos que caímos muitas vezes até aprendermos a andar. Quem erra tem oportunidades de sonhar com as conquistas, tem mais chance de aprender e mais gosto pela vitória, pressuposto que constitui um dos fundamentos da Inteligência Multifocal, teoria que levou 20 anos estudando e formulando.
Nas suas palavras: “Nos alicerces das grandes descobertas existem grandes falhas, nos alicerces das grandes falhas existem grandes sonhos de superação”. Se não mudarmos nossas atitudes de recriminação frente ao erro de nossos filhos ou alunos, vamos incentivar neles o medo de errar, que gera um eu tímido e inseguro, segundo o cientista.
Aliás, se os cientistas se intimidassem e recuassem diante de seus erros quantas descobertas não teriam deixado de ser feitas, como nos aponta Cury ... Flaming, descobriu a penicilina graças a um fungo que contaminou a lâmina de cultura, que ele deixara sem proteção no laboratório. Roentgen descobriu o Raio X, pelo descuido no manuseio de uma placa fotográfica. Einstein teve de recuperar do lixo algumas etapas das equações que o levaram à Teoria da Relatividade. Simon Campbell errou ao não conseguir chegar a um novo medicamento, para desobstruir artérias em casos de angina, mas descobriu o Viagra.
O que diferencia os jovens que fracassam dos que têm sucesso não é a cultura acadêmica, mas a capacidade de superação das adversidades da vida, explica o psiquiatra, que lamenta que o medo tenha sepultado milhões de sonhos, em todas as épocas e nos alerta que quando nossos sonhos incluem os outros ou buscam alguma maneira de contribuir para o bem da humanidade, suportamos mais facilmente os temores e os dissabores da vida.
Da mesma forma ele lamenta o massacre que o autoritarismo dos superiores – sejam eles pais, professores ou chefes - praticam contra os seus comandados exterminando sua criatividade e inteligência. Mas, nos entusiasma com seu otimismo ao lembrar aos idealistas – ou aos em vias de - que é possível destruir o sonho de um ser humano quando ele sonha para si, mais é impossível destruir seu sonho quando ele sonha para os outros, a não ser que lhe tirem a vida. Entusiasma e nos incentiva a trabalharmos os valores humanitários com as crianças e jovens, pois quem vive para si mesmo não tem raízes internas. Trabalharmos com eles, para que não venham a medir os seus semelhantes pelo poder político ou financeiro que possuem, mas pela grandeza de seus sonhos, pela paixão que possuem pela vida, pelo amor à humanidade, pelo desejo de serem úteis aos outros. O autor que enaltece o valor dos sonhos, o valor do livre pensar e o valor dos pensadores apaixonados pela existência, afirma que nossa espécie está doente. Acometida de: SPA, Síndrome do Pensamento Acelerado, pessimismo, estresse, individualismo, competição predatória, falta de amor, falta de fraternidade, falta de sabedoria, superficialidade, racismo, preconceitos... As idéias devem servir à vida e não a vida às idéias, pois os piores inimigos de uma idéia são aqueles que a defendem radicalmente, até porque – como todos sabemos - os grandes pensadores que a humanidade já viu nascer foram exímios questionadores que usavam a arte da dúvida e da crítica para ampliar o mundo das idéias e dos ideais.
“Infelizmente, num mundo tão rápido e ansioso, a educação tem desprezado a ferramenta da dúvida e da crítica, que são a agulha e a linha que tecem a inteligência. Vale a quantidade de informação, não a qualidade. Noventa por cento das informações são inúteis, nunca serão utilizadas e sequer recordadas. Nada é tão perigoso para aprisionar a inteligência do que aceitar passivamente as informações”, alerta-nos o cientista.
Como preconiza Edgar Morin quem dera a educação moderna ensinasse menos matemática, física, química, biologia e mais a arte de pensar... O mundo seria menos engessado e os nossos alunos cultivariam uma das nobilíssimas características da inteligência: pensar, pensar bem! Cury chama a atenção dos professores sobre a importância de gerarmos a consciência crítica em nossos alunos. Se por exemplo, um professor de História ensinar sobre escravidão, terrorismo, nazismo, guerras, fornecendo apenas informações, sem teatralizar suas aulas e fazer com que os alunos se coloquem no lugar dos que sofreram, esse tipo de aula pode ser lesiva, no seu entender, pois leva à insensibilidade diante das atrocidades humanas. Se por outro lado enfocarmos com responsabilidade e seriedade qualquer tema, poderemos começar a sonhar com uma humanidade mais fraterna, solidária, inclusiva, gentil e unida. “Sempre fomos mais iguais do que imaginamos nos bastidores de nossas mentes.[...] ...os sonhos, por serem verdadeiros projetos de vida, resgatam nosso prazer de viver e nosso sentido de vida, que representam a felicidade essencial que todos procuramos.”Se gostaram das idéias do cientista, procure-as na íntegra, lendo seus livros.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Todos podem dominar a tristeza, exceto aquela pessoa que a sente.

Gladis Maia
( ...) os sentimentos de uma criança são mais voláteis do que os da maioria dos adultos; ela pode, com relativa facilidade, passar, ou deixar que a façam passar, da depressão ao bom humor. Bruno Bettlheim.
Os pais e muitos professores não costumam dar crédito à profundidade dos sentimentos das crianças em torno de si. Dificilmente avaliam corretamente o quanto elas sofrem, quando acreditam que elas não têm razão para isso, na sua concepção. E isso é ruim, não só entre as crianças pois independentemente da idade, as decisões de terceiros sobre o que devemos ou não sentir profundamente são vivenciadas por nós como uma demonstração do pouco que nos conhecem e do quanto se importam com nossos sentimentos.
Bettelheim explica que é desastroso quando os adultos pensam que podem decidir quais os assuntos que uma criança deve levar ou não levar a sério. Os adultos – e, especialmente, os pais - projetam suas incertezas ou ansiedades nos filhos e muitas vezes tentam animá-los quando estão muito tristes. Muitas vezes, o conseguem, não só porque a criança está numa posição fraca para opor resistência, mas, principalmente, porque o desejo deles de fazê-la feliz é para ela uma indicação da sua importância para eles. Só não podemos julgar que isso significa que as crianças sintam dor ou desconforto em grau menor do que os adultos. Mesmo que a criança pareça ter esquecido momentaneamente o seu sofrimento - pela perda de um amigo, por exemplo - quando a dor volta, ela sente-se pior ainda por ter esquecido seus sentimentos mais profundos por um momento.
O psicanalista esclarece que mesmo que a infelicidade da criança seja aliviada temporariamente ela sente-se magoada ao refletir, quando percebe que seus sentimentos foram considerados superficiais de tal forma que ela poderia com facilidades abandoná-los, desde que alguém a animasse. Se levamos realmente a sério os sentimentos das crianças, não devemos animá-las quando estão infelizes, lamentando uma perda.
É só trabalharmos com a empatia: quando choramos a perda de alguém querido, consideramos falta de sensibilidade se alguém tenta encorajar-nos a sair de nosso luto, não? Qualquer um de nós imagina que um amigo verdadeiro deve respeitar o nosso sentimento de perda. Desejamos que sofra, que chore conosco, se possível, mas nunca que tente nos alegrar à força... Assim também acontece com as crianças. Embora elas não nos possam dizer o quanto ficam ressentidas quando consideramos sua perda leve demais para chorarmos com elas. Elas não nos dizem por que sentem que podem ser mais magoadas ainda por nós.
Independente do seu comportamento explícito, a criança sempre reage interiormente ao nosso esforço de tentar animá-la. Por isso, é muito importante que prestemos mais atenção a elas e a seus sentimentos e que tenhamos a mais profunda solidariedade para com as suas infelicidades, mostrando-lhes também que as julgamos capazes de superar essa infelicidade com o passar do tempo, como acontece conosco.
No tangente aos sentimentos, tanto dos adultos como das crianças, Bettelheim alerta-nos que todas as crianças são profundamente afetadas pelas inseguranças dos pais, que somadas à sua compreensão limitada do mundo, à sua capacidade de enfrentar os problemas da vida - e acima de tudo às dúvidas sobre sua capacidade de serem amadas - pioram tudo no seu desenvolvimento, especialmente o emocional. As crianças só conseguem dominar essas inseguranças quando são impulsionadas pela crença positiva que seus pais têm nelas e em sua capacidade de conduzir a vida com sucesso, se não hoje, mais tarde, quando for necessário agirem sozinhas.
Mas quando os pais expressam dúvidas a respeito de como seu filho está se saindo ou se sairá no futuro tudo acaba piorando, pois essas são as únicas diretrizes que as crianças têm e nas quais podem confiar, porque sabem que os seus pais conhecem muito mais sobre o mundo e seus problemas... Assim, pais que se preocupam demasiadamente com o filho e com seu futuro criam exatamente aquilo que mais temem: um filho profundamente inseguro.
O psicanalista nos alerta ainda para as confusões que fazemos em nossas mentes “esclarecidas”, pois agora que sabemos que as crianças tanto amam, como rejeitam, aos seus pais, temos uma tendência a atribuir tudo à rejeição. Mas muitas coisas que parecem ser rejeição não o são, são apenas frustrações da criança com sua inabilidade. Em muitos casos, os acontecimentos assim pressagiados, seriam apenas decepção da criança consigo mesma, como pensavam os antigos, antes que ficássemos psicanalisando tudo que vemos e julgamos negativo....
Bettelheim nos relembra que se uma criança derrubasse sua comida no chão, há décadas atrás, não era tida pela mãe como irritação contra ela ou insatisfação com o mundo, ou ainda prenúncio de sua futura incapacidade para enfrentar a vida. A mãe apenas considerava inabilidade dela e a ajudava a alimentar-se corretamente ... Hoje, quando suspeitamos que um incidente deste possa seu um gesto deliberado de irritação ou desafio, toda a boa vontade criada pelo sentimento de que somos importantes para nossos filhos cai por terra. Logo pensamos que ele nos rejeitou ou ao alimento que preparamos com tantos cuidados para ele ... “Piramos” na interpretação, vendo rejeição onde só havia falta de destreza infantil!
Se antigamente os nossos ancestrais se preocupavam com a sobrevivência de seus filhos, que trabalhavam junto com eles para manter economicamente a família, nos dias de hoje, os laços emocionais na família é que dão a tão almejada segurança e felicidade. Quanto mais fortes forem esses laços familiares, mais provável será que os filhos se tornem pessoas fortes e seguras para enfrentar a vida. O melhor que temos a dara às crianças, enquanto elas se preparam para a vida, é a nossa confiança nelas e um grande sentido de valor próprio.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A realidade livre da fantasia é vazia, precisamos de espaço para sonhar.

Gladis Maia

Hoje em dia, muita gente sofre porque,em sua vida, os mundos da fantasia e da realidade, que para nosso maior bem-estar devem interpenetrar-se, permanecem separados. Em tempos antigos, quando o mito,a religião e uma série de crenças mágicas eram parte importante da vida (como ainda são, em muitos lugares do mundo atual) essa dicotomia não existia numa extensão tão debilitante. Bruno Bettelheim.

As crianças de hoje em dia não são menos capacitadas para a fantasia do que as de outras gerações. O problema é que atualmente não se concede espaço suficiente para que as fantasias pessoais se desenvolvam, e elas são continuamente violadas pelos produtos de fantasia impessoais e desindividualizados da mídia.Quem não sugeriu ou viu alguém fazê-lo, quando uma criança pequena – ou mesmo consideravelmente maiorzinha, adolescente - que parece perdida em devaneios, que ela usasse seu tempo mais objetivamente? O que não é aconselhável, pois todas as crianças, em todas as épocas, tentam fugir para um mundo de fantasia quando a realidade dói, por um ou outro motivo, mas apenas aquelas que têm sérios distúrbios emocionais tentam refugiar-se nele permanentemente, explica a Psicologia.
Para as crianças normais os jogos de fantasia são uma tentativa de separar a vida interna da imaginação, da vida externa da realidade, e de adquirir domínio sobre ambas.Por intermédio das brincadeiras e de suas fantasias imaginativas a criança pode compensar até certo ponto as pressões que sofre na vida real e as que se originam do seu subconsciente.
A maior importância da brincadeira está no prazer que a criança sente durante seu exercício. Prazer que se transforma no prazer de viver, pois a brincadeira é um excelente ferramenta de aprendizagem. É através dela que a criança se prepara vara viver o futuro e realizar suas tarefas. Crianças que não têm oportunidade de brincar não se desenvolvem intelectualmente a contento, porque se privam do exercício mental. A aprendizagem da perseverança, por exemplo, é facilmente trabalhada com atividades agradáveis, como as brincadeiras livremente escolhidas, sugere o psicanalista Bettelheim.
As atitudes dos pais têm sempre um grande impacto sobre as crianças e no tangente a brincadeira não é diferente. A importância que dão - ou a sua falta de interesse nela - nunca passam desapercebidas, por menores que sejam essas crianças. E não adianta fingir que estamos muito ocupados, é um erro pensarmos que as enganamos... Só quando os pais e os profissionais da Educação Infantil demonstram respeito, tolerância e interesse pessoal é que a experiência lúdica propicia a criança uma base sólida sobre a qual ela possa desenvolver sua relação com eles e, no futuro, com o mundo.
Não é raro que nós adultos nos refiramos a algo que julgamos sem valor como brincadeira de criança... Eis aí a medida do abismo que separa os dois mundos: o infantil do adulto. Medida também do menosprezo deste último pelo lugar importante que a brincadeira ocupa na vida da criança. No entanto a separação do mundo da criança do mundo do adulto é relativamente recente, data do século XVIII. Até recentemente os dois mundos se mesclavam quando crianças e adultos brincavam dos mesmos jogos, quase sempre juntos, em grande parte do mundo. Não precisamos falar que a compreensão era maior não só enquanto brincavam juntos, mas quando se observavam mutuamente participando de uma coisa que era pessoalmente significativa para ambos.
Até um século atrás, a cabra cega, por exemplo, era um jogo favorito para a diversão de todas as idades. Shakespeare refere-se a ele em Hamlet, muitos artistas, inclusive Goya o retrataram e é mencionado por Rabelais como um jogo da família real. A esposa do laureado poeta inglês Alfred Lord Tennyson conta em uma carta que seu marido divertiu-se muito com os colegas William Carlos Williams e Benjamim Jowett brincando de cabra-cega, durante o Natal de 1855.
Parte da diversão do referido jogo e de similares está contida no fato de que eles proporcionam exercícios emocionantes – apesar de seguros – de desorientação e viagens a um mundo de escuridão, mais do que de cegueira. Embora muito apreciado por gente grande, em outros tempos, a maioria dos adultos de nossos dias por certo consideraria aquém de sua dignidade divertir-se brincando de cabra-cega, pois evitam brincar, e, especialmente do que lhes parece ser “pura criancice”.
Como refere Bettelheim, in Uma Vida para seu Filho, este e muitos outros jogos lidam com experiências bastante importantes, e é por isso que crianças e adultos praticaram-nos com grande deleite, durante séculos. Em vários aspectos as relações entre adultos e crianças eram provavelmente muito mais fáceis de se estabelecerem, agradáveis e mais significativas quando ambos participavam dos mesmos jogos, mesmo que o significado para eles não fosse idêntico. Para a criança poderia representar uma exploração ou reconstrução de seu mundo e para o adulto apenas recreação, por exemplo. O fato de brincarem do mesmo jeito dava à brincadeira uma importância especial para as crianças, enquanto permitia aos adultos uma participação íntima nas atividades dos filhos, firmando um laço especial entre eles.
O psicanalista diz que jogos como o da cabra-cega e o de pregar o rabo no burro permitem a criança sentir que pode dominar a sua ansiedade relativa à escuridão. Quando brincamos vendados também colocamos à prova as boas intenções dos outros, pois precisamos nos assegurar que nossos amigos não vão tirar vantagens indevidas, enquanto não podemos ver o que fazem. De modo semelhante, o medo de ficar perdido ou desorientado é outra ansiedade básica da criança pequena. Jogos assim ensinam a criança a enfrentar problemas que são de importância fundamental no aprendizado do mundo. Brincando e aprendendo, uma maneira mais alegre de se viver, deveria ser o lema das escolas, especialmente nas de Educação Infantil, afastando para sempre das crianças a sisudez da alfabetização antes da hora.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A infância efêmera dos dias atuais necessita das festas das crianças

Gladis Maia

Os presentes que a crianças recebem no Natal e no seu aniversário são símbolos dos presentes dados pelos três reis magos; e os fogos de artifício são símbolos de um novo sol que trará a luz e a alegria da liberdade e uma nova vida, uma esperança que as luzes da árvore de Natal também refletem. Bruno Bettelheim

É muito estimulante perceber que somos o motivo especial de uma comemoração como sentem as crianças no dia de seu aniversário. Faz bem para a alma, marca o presente e prepara-lhe a probabilidade de um futuro mais feliz. Nós humanos, e muitos animaizinhos também, temos necessidade de confirmar a nossa importância, se possível por parte de todo o universo ou, pelo menos, daquelas pessoas que mais significam para nós. As crianças, mais do que ninguém, precisam dessa experiência de aprovação, que é comprovada quando as reconhecemos ao celebrar suas festas infantis, em casa ou na Escola.
Bettelheim, que se dedicou ao estudo e ao tratamento da psique infantil, por mais de meio século, garante que se essas ocasiões são comemoradas com verdadeiro entusiasmo, o brilho desses dias pode espalhar-se por toda a vida do sujeito. A repetição regular dessas festas é a garantia que a criança tem de que continua sendo importante para os pais e professores. As datas festivas pontuam o ano da criança - e assim sua vida - constituindo os pontos altos que devem servir de referência para que organizemos nossa vida e a delas promovendo eventos felizes.
O psicanalista explica que as festas infantis, contém uma característica singular, que as distingue dos outros dias, pois neles a criança é a rainha,ela pode exigir coisas dos adultos, que não lhes são facultadas no dia a dia, pode fazê-los sentir medo delas, como no dia das bruxas, pode fazê-los de bobos, como no dia 1º de abril. Essa inversão de status, somada à conotação mágica desses dias, são razões muito importantes para que sejam datas especialmente significativas para elas. Os professores e pais podem explicar o significado dos feriados, mas o que fica gravado na cabeça da criança é a refeição generosa e o espírito das boas amizades. Ao nível consciente, essas datas são importantes para a criança, principalmente pelos sentimentos ternos despertados nela por toda a festividade, e essa sensação pode revestir de um brilho prazeroso as idéias abstratas relacionadas a essa celebração.Já em nível subconsciente, alguma coisa do que o dia simboliza continuará a exercer sua influência para sempre.
As festas familiares celebradas em torno de um mesa arrumada com uma refeição bem caprichada combatem as maiores ansiedades das crianças, tanto em termos de experiência real, quanto em nível simbólico, A reunião do clã renova a confiança da criança, mostrando-lhe que ela não precisa apoiar-se exclusivamente nos pais. Sua segurança contra o abandono – o medo da privação física e emocional, que habita todos nós quando crianças e, às vezes, pela vida à fora – pode ser ancorada ao perceber que ela não precisa apoiar-se exclusivamente nos pais, pois muitos outros parentes estariam disponíveis em um momento de crise e a protegeriam do abandono. Do mesmo modo a refeição farta oferece segurança contra a ansiedade da fome. Especialmente as datas em que se comemoram nascimentos e renascimentos trazem consigo a esperança inerente desse significado simbólico que continua a repercutir em nós, quer tenhamos consciência disso ou não.
O que é esplêndido em relação à mágica positiva da alegria dos feriados, relata o psicanalista, é que ela pode proporcionar segurança durante todo o ano, quando mais se necessita dela, mesmo sob as piores circunstâncias da vida. As crianças têm conhecimento disto e, sempre que precisam, usam a segurança simbólica que o espírito festivo oferece para proporcionar a si mesmas apoio moral, quando mais desesperadamente necessitam dele.
Uma história de Natal verdadeira contada pela psicanalista sueca Stefi Pedersen, analista de crianças, exemplifica bem o que dissemos. A analista nos conta que quando os nazistas ocuparam a Noruega ela serviu de guia a um grupo de refugiados que atravessou, em pleno inverso, as montanhas da Suécia. Eles tinham que abandonar tudo o que tinham e levar só o imprescindível, porque a subida era muito difícil. Num intervalo para a comida, a psicanalista olhou por acaso dentro da sacola de uma das crianças e entre os poucos objetos encontrou uma pequena estrela prateada, do tipo das que se penduram nas árvores de Natal. Examinou outras sacolas para ver que bens mais preciosos essas crianças tinham levando consigo e, mais uma vez, encontrou sinos feitos de papelão cobertos com brilho prateado. Pedersen concluiu que elas tinham trazido esses símbolos de um passado feliz, porque só eles poderiam lançar uma aura de segurança sobre a angústia que sentiam ao embarcar em uma viagem para o terrível desconhecido. Esses enfeites baratos (pois a maioria das crianças eram de origem judaica, mas criadas em famílias assimiladas que celebravam o Natal como uma festa familiar e, principalmente, infantil, embora não como um evento religioso) atenuavam seus sentimentos de solidão e impotência e ofereciam uma promessa de esperança.
Como podemos ver, provavelmente o significado mais profundo e tranqüilizador do Natal para uma criança constitui-se na lembrança que ficará e poderá sustentar as situações de adversidade. E, porque elas tem consciência disso, no mais profundo do seu ser, é que se agarram à ficção do Papai Noel, que carrega um significado muito especial. Cuidemos então com carinho e magia das nossas crianças, por ocasião da Páscoa, do Natal, do dia da Criança, do seu aniversário e outras datas importantes que vão calar fundo na sua formação e constituição.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Para as crianças, Papai Noel representa a boa-vontade dos pais e a do mundo inteiro.

Gladis Maia
A verdadeira maravilha do Natal, além de seu significado religioso, é o milagre que acontece na mente da criança, que lhe permite transformar o tênue disfarce que esconde seu pai atrás da imagem de Papai Noel em uma promessa de um mundo bom e agradável. Bruno Bettelheim.

Qualquer que tenha sido no passado o significado dos rituais que vieram a compor nossa celebração do Natal, eles simbolizam nos dias de hoje, o maravilhoso nascimento de uma criança - de uma importância inominável - que trouxe consigo o nascimento de uma nova era, a nossa própria, dando um novo significado à vida de todos os homens de boa vontade. Os presentes que as crianças recebem no Natal são símbolos dos presentes dados pelos três reis magos; os fogos de artifício são símbolo de um novo sol que trará a luz, a alegria da liberdade e uma nova vida, uma esperança que as luzes da árvore de Natal também refletem.
O psicanalista Bruno Bettelheim, autor de Uma Vida para seu Filho,entre outras obras que tratam da psique, nos diz que pessoas que, quando crianças tiveram experiências infelizes no Natal tendem a sofrer por causa disso de graves depressões de aniversário - como ele denomina. Durante toda sua vida na época do Natal, mesmo que não queiram, elas sofrem muito, enquanto que aquelas que, em criança tiveram Natais felizes não ficam deprimidas mais tarde nessa época, mesmo que sua vida tenha se tornado solitária ou cheia de privações. As lembranças de datas festivas felizes continuam a ajudá-las a suportar as dificuldades posteriores.
Segundo Bettelheim, as crianças sofrem muito se são privadas dos poucos dias especiais que lhes são dedicados e perdem muito da sua alegria de viver se esses dias têm sua importância diminuída. Para a maioria delas, em nossa cultura, além das cerimônias de formatura e religiosas - tais como a 1ª comunhão – o dia das crianças, a Páscoa, os aniversários e o Natal continuam sendo os dias do ano genuinamente dedicados a elas. A troca de presentes como um símbolo ou prova de amor pode ocorrer em qualquer tempo e lugar e é, com toda a certeza, parte integrante do Natal.
O Natal como o dia em que o Salvador do mundo nasceu é um dia de abstinência a ser celebrado por todos, mas o gordo e alegre Papai Noel que coloca presentes sob a árvore de Natal é somente para as crianças. Eis a razão porque aqueles que podem acreditar em Papai Noel e desfrutar dessa crença à vontade, sentem o Natal, ao longo de toda a sua vida, como um momento de grande alegria pessoal, muito mais do que aqueles para quem se tratava principalmente de uma prática religiosa. E também são capazes mais tarde, enquanto pais, de fazer um Natal feliz para seus filhos, pelo fato de que o calor de sentimentos antigos ainda estar presente em seus corações.
Muitos pais desavisados querem, tão logo que a criança começa a crescer, desmascarar a existência do Papai Noel. Todas as festas adquirem seu significado mais profundo por meio de conotações mágicas! Se tirarmos da festa a magia que tem para a criança, ela perde muito de seu significado simbólico e inconsciente. E, com essa perda, a festa também se esvazia dos seus efeitos tranqüilizadores e benéficos que poderia ter pelo resto da vida de uma criança. A racionalidade prematura, como todas as outras experiências do gênero, deixa-nos pouco preparados para lidar com as excentricidades e vicissitudes da vida posterior.
As crianças pequenas só conseguem compreender conceitos abstratos sob formas concretas. Para elas, Papai Noel é o espírito de doação. Piaget deu um exemplo revelador de como se forma o conceito de realidade da criança e de quanto ele é diferente do dos adultos. Ele conta, em A Formação do Símbolo na Criança, que caminhando com seu filho pequeno no jardim atrás da casa perguntou-lhe onde estava o papai e que o menino apontando para a janela do seu gabinete,disse: “Lá em cima!” O garoto estava numa idade em que sua segurança dependia de saber que seu pai estava sempre ali, ao seu dispor, no gabinete. Se Piaget tivesse tentado convencer o filho, nesse estágio de desenvolvimento mental, de que seu pai não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo, ele não teria aumentado o entendimento da criança sobre a realidade, mas o teria levado a ficar confuso e inseguro a respeito dela e sobre tudo o que sabia.
Para as crianças pequenas, os pais fisicamente e o espírito dos pais podem ter existência independente e - longe de perturbar uma à outra - essas duas possibilidades são mutuamente enriquecedoras. Para a criança nessa idade as figuras importantes existem em muitos lugares ao mesmo tempo, não só sob a forma física como espiritual. Essa é a razão pela qual os pais acham difícil entender por que uma criança não é perturbada pelas muitas figuras de Papai Noel que aparecem em todos os lugares na época do Natal e que ela as adora, não importa quão vulgares possam nos parecer.
Para os adultos, os Papais Noéis de rua podem destruir toda a beleza e o mistério do Natal, mas para as crianças, são uma afirmação da realidade e da onipresença do mistério. A observação de Piaget sobre o filho, que começou – embora ainda não tenha completado esse desenvolvimento - a separar as idéias abstratas de seu invólucro físico, como separou a idéia do pai que estava trabalhando no gabinete daquele que está brincando com ele no jardim – prova que a criança pequena consegue acreditar que um único papai Noel é capaz de trazer presentes para todas as crianças em todo o mundo, na mesma hora.
É claro que todas as crianças sabem que os pais têm uma participação importante nos preparativos do Natal, já que vêem toda a comida sendo preparada e outros preparativos para a festa acontecendo em sua casa. O que pode transformar o Natal, em uma festa encantadora é exatamente, essa mistura de ficção e realidade que realça ambas. Se a criança vai ou não viver isso, dessa maneira, depende interiormente do espírito com que os pais se preparam para a realidade do evento e seu significado mágico. Para que a festa seja totalmente significativa para a criança, tanto a fantasia quanto a realidade devem estar presentes, por isso, deixe as crianças serem crianças.